segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Canção para os dias de sol!


Não quero muito mais que quentes e lindos dias de sol!

Sol pra corar o rosto e sentir calor,

Aquecer as mãos, os pés, a barriga!

Um pouco de sol que quebre o gelo que causou o inverno!!!

Não preciso de muito mais nessa vida

Que canções para os dias de sol!

Nada do frio ou da sobriedade das vestimentas

Quero roupa fresquinha, chinelinho ‘havaiana’!

Sorvete, água de coco, banho de mangueira!

Quero frescor e alegria

Daquelas que a gente só tem nos dias em que

O sol estampa sozinho o céu, sem uma nuvenzinha se quer!

Quero a luz cobrindo a paisagem

Que venha logo a primavera!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Verdadeiramente...

O importante nessa vida é ser feliz! Verdadeiramente!

Mais um ano que passou? Que nada, não foi só isso! Vivi muita coisa nesse tempo, acrescentei mais experiência, compartilhei amor, trilhei mais um pouco do meu caminho...

Vejo hoje que não me sinto diferente por contabilizar mais um ano... Sinto-me mais feliz sim! Ao longo dos anos vejo diferença no amadurecimento e na formação das ideias e opiniões. Sinto falta de algumas coisas que não são mais, mas sou muito grata pela permissão das mudanças, pela possibilidade da evolução constante.

Agradeço todo dia pela luz que meus olhos vêm, pelo barulho que chegam aos meus ouvidos, por poder tocar as coisas... Por viver mais um dia sob a graça! Além das coisas materiais sou imensamente afortunada por tudo que me é permitido.

Quanto à idade? Sem problemas, envelhecer faz parte da vida e tem lá seu charme. Quero, no mínimo, o dobro e muito mais!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O Essencial é Invisível aos Olhos

Relendo “O Pequeno Príncipe” (ta, podem dizer; “ora Simone, isso é livro de criança!”) me peguei pensando nessa máxima da raposa para o principezinho, revelando que o que importa é o que o coração diz. “O essencial é invisível aos olhos”. Observando uns fatos do cotidiano posso dizer, realmente!

Importamos-nos tanto com quantidade nessa vida que deixamos passar a qualidade dela. Quando era criança enxergava as cores de outra forma, as formas de outro jeito, via tudo com outros olhos. A gente perde esse hábito de ver o mundo pelos olhos delas.

A gente cresce, aprende coisas novas, encontra muita gente, faz um curso profissionalizante, vai pra faculdade, arruma ou não emprego... E a magia fica em algum ponto do caminho!

“As pessoas grandes adoram os números. Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam nunca: "Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que coleciona borboletas?" Mas perguntam: "Qual é sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai?" Somente então é que elas julgam conhecê-lo. Se dizemos às pessoas grandes: "Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado..." elas não conseguem, de modo nenhum, fazer uma idéia da casa. É preciso dizer-lhes: "Vi uma casa de seiscentos contos". Então elas exclamam: "Que beleza!"”. “As pessoas grandes são estranhas” (Antoine de Saint-Exupéry)

Às vezes me pego olhando as crianças e tentando perceber o que causa tanto espanto numa formiga ou porque elas simplesmente ‘enlouquecem’ com árvores frondosas. Qual a graça que elas vêem em rolar na grama ou brincar na terra? Perdi mesmo a magia pelo meio do caminho? Amadureci?

Volta e meia me coloco entre elas e faço-me viajar nas suas brincadeiras. Posso finalmente ver além de um chapéu, vejo “o elefante dentro da jibóia”, isso me faz sentir a magia por perto outra vez. Vejo o mundo de outra forma, muito mais colorida!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Espiral do Tempo


E esse tempo que me resta

De forma absurda passa sem padrão ou medida...

Vão-se embora todas as horas...

Vai-se o tempo de menino.

Vai-se embora a brincadeira

O tempo de ‘senhor’ chega

O grisalho, os sulcos na pele, a decadência...

Esse tempo que me resta

Hora passa lento, hora feito bala.

Espiral do tempo que não pára

Indo e voltando relembro e não revivo muito as coisas.

Nesse tempo que me resta,

E não sei bem quanto tempo é,

Penso muitas coisas e talvez a que me tire mais o sono

Seja mesmo o próprio tempo,

Esse presente impagável.

Devo aproveitá-lo bem, de muitas formas, torná-lo produtivo

Dedicá-lo aos que me são caros,

Devo fazer tanta coisa desse tempo limitado

Desse bem tão precioso

Desse espaço que chamo vida!


(Foto: Josemar Damasceno)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O que é? O que é?

O que é tudo isso que transformamos em crença? O que é isso tudo em que acreditamos?

O que é?

Conta para mim se é verdade todas essas coisas que mamãe me ensinou desde criança. Manga e leite quando juntos fazem mal?

Conta para mim se as cores que vejo são reais ou se são distorções dos meus olhos pequenos olhos verdes.

Por que me ensinaram a acreditar em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa se era para saber que eles não existem?

Explica-me então por que continuo a ensinar isso as crianças que ensino se quando elas descobrirem a verdade sentirão o mesmo que eu senti?

Por quê?

Somos moldados, não ensinados, e passamos isso adiante. É estranho! Essas regras, essas crenças todas, toda essa 'formação' que recebemos.

Entregam-nos tudo pronto: como devemos nos portar, em que devemos acreditar, de que forma manifestamos nossas crenças...

Quando estaremos prontos para saber a verdade de todas as coisas?

Existe essa tal de verdade para todas as coisas?

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Acúmulos

Passam os dias, somam as semanas, viram os meses e derrepente: mais um ano findando.

Levamos nossas vidas numa boa repetindo e transformando em rotineiras todas as coisas, adiando alguns desejos, desejando realizar alguns sonhos... E o que nos sobra disso tudo? Saudade.

Sem exageros, da vida que não vivemos, dos amigos que não vemos há tempos, de momentos, canções, sonetos, retratos, músicas... Do encontro com a moçada, dos colegas...

Levamos muita saudade nessa vida. Uma mala cheia dela que vai se arrastando junto com a gente, acumulando, pesando. Saudade que vai crescendo conforme as coisas todas vão acontecendo.

A ausência das coisas, das pessoas e tudo mais. A distância dos queridos, dos desejos. O silêncio que perdura. Saudade dói e mais que todas as outras dores desse mundo.

Sentir saudade é como ter o coração arrancado do peito. É um nó na garganta que não passa.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Não há o que comemorar

Apesar das atrocidades, atentados, assassinatos e da impunidade não há o que comemorar na morte. Celebram nesse momento a morte que vingaria os assassinatos de milhares de inocentes, a vida que justificava uma extensa guerra com muitas mortes, sem resultados e de causas duvidosas.

Morto, lançado ao mar, sem provas reais do acontecimento e pelas ruas milhares de pessoas nas Américas e demais países do mundo festejando a conquista com ‘V’ de vingança. Lembra mesmo o filme.

Mas a vingança tem dois lados e transcrevendo uma frase do filme diria eu que “ideias não são só carne e osso. Idéias são à prova de balas”. Diria, ainda, que a morte não é o fim das atrocidades, nesse caso é apenas mais um motivador.

Não concordo com esses atos violentos, terroristas ou não. Violência gera violência e cada vez mais caminhamos rumo a nossos ancestrais que resolviam suas disputas com guerras sangrentas. Estamos retornando a nossas origens bárbaras.

Qual tipo de sentimento é alimentado em atos como esses? Comemoramos a vingança! O que ensinaremos a nossas crianças de agora em diante? Se te baterem meu filho vai lá e arrebenta a cara deles? É assim que queremos ser?

Não há o que se comemorar, entretanto, há muito que refletir.



(Palhaço Alegria By Josemar Damasceno)

terça-feira, 26 de abril de 2011

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Relativamente...

Einstein na teoria da relatividade postula que as leis que governam as mudanças de estado em qualquer sistema físico tomam as mesmas formas em qualquer sistema inercial.

Dessa forma, me disseram que o tempo é relativo e nesses casos acabo por concordar. Acredito que quanto mais longo é o tempo que passamos separados mais rápido passa o tempo que estamos juntos.

Poderia, então, pedir que parassem o tempo? Que congelassem os relógios? Que encontrassem uma brecha no espaço-tempo onde pudéssemos mesmo estar ainda mais juntos?

Será que o tempo está passando mais rápido mesmo ou nós é que temos essa impressão? Na verdade eu não sei. Para mim a velocidade com que corre o tempo está diretamente ligada as nossas escolhas e estilos de vida. Creio que quanto mais vivemos numa vida agitada menos temos o tão almejado e procurado tempo...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Um dia gris

Um dia cinza com o sol brilhando lá fora. Algumas nuvens, mas o céu azul não me chama muito a atenção. Só hoje.

Da janela vejo um muro e do outro lado a cidade, que cidade? Que lugar? Quais pessoas? Hoje isso não me importa. O que é feito do outro lado desse muro não me interessa. Temporariamente?

Estranho é pensar que me interessou um dia, quando o céu chamou minha atenção.

Mas a vida é uma caixinha de bombons, a gente nunca sabe o que vem depois. (Grande Forest). Mas, O que vem depois dessa grande confusão, desse grande desconforto? Dessa sensação não amigável que insiste em não ir embora?

O que vem depois dessa tristeza generalizada que paralisa e impede de andar?

Sufocada em pensamentos, em sentimentos, sensações... Paralisada por não pensar.

Hoje, tudo meio gris, olho e não percebo cor. Mais um dia em branco e preto, mais um dia sem sentido, mais um dia.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A cidade que não pára!

Do que é feita essa cidade? Por onde suas ruas passarão? Vejo apenas o movimento da cidade que não pára!

Sob o céu um emaranhado de todas as formas. Geométricas, humanas, naturais, artificiais... Os traços que compõe a cena, os vestígios daqueles que vem e vão. Tem gente que mora nos lugares em que passa e outras que apenas passam nos lugares que habitam. Os habitantes das cidades se confundem... Misturam-se na paisagem.

Entardece na cidade e as luzes contrastando com o belo horizonte. A cidade que não dorme. Anoitece e as avenidas, ruas e vielas são tomadas pela cheia das marés. Os rios de carros, o mar de gente que transita sem cessar.

Por onde passam essas ruas por onde passa tanta gente? De que cor é essa cidade que não pára para se ver?


(Foto: Zona Leste de BH por Josemar Damasceno)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Paradoxo das preferências

Preferir é gostar mais de uma coisa do que das outras. Nesse conceito às vezes me perco. Nunca tive um livro preferido ou ator favorito. Pensei e descobri que das histórias que ouvi não consegui ter predileção por nenhuma. Com os filmes e as músicas, autores, desenhos é da mesma forma.

Há tanto o que se ver, tanto o que se ouvir e ler. Permito-me estar aberta a novas experiências.

Lógico que tenho algumas preferências e seria fingimento dizer o contrário. Eu prefiro companhia à solidão, amar que amargurar-me, seguir ao invés de parar, tentar e quebrar a cara a nunca me arriscar e me ferir.

Prefiro rock ao sertanejo (e nada contra os que discordam de mim), prefiro simplicidade e alguns lugares a outros, prefiro a liberdade de pensamentos e palavras à censura que viola o ser humano. Fascino-me com o horizonte e o vento, gosto até de sentir saudade se poder saciar o desejo do encontro.

Prefiro ser assim a ser diferente. Prefiro a graça da criança nas ideias e a maturidade dos adultos nos ideais.

terça-feira, 29 de março de 2011

A esperança no dia seguinte (ou a arte de cair de pé)

Como ser humano é difícil! Os animais, mesmo imperfeitos, não vivem nos dilemas que nós vivemos. Temos crises existenciais, supervalorizamos coisas que não têm tanto valor, lidamos com frustrações e problemas, um turbilhão de sentimentos. Às vezes tudo fica tão confuso que é difícil olhar para frente e enxergar claramente a solução.

Hoje entendo que, inevitavelmente e por escolhas nossas ou não, vamos passar por coisas difíceis. Aceito que as pessoas não são perfeitas, mas que graça teria a vida se existisse perfeição? Percebo que o melhor remédio pra qualquer depressão está dentro de nós mesmos, na determinação e motivação interior.

Assim, compartilho uma experiência que mudou a forma como vejo o mundo hoje: sempre existe outro dia e um novo dia é a possibilidade de tudo ser diferente. Essa eu aprendi num momento complicado com a pessoa que se tornou o divisor de águas na minha vida. A esperança no dia seguinte (ou a arte de cair de pé) é o exercício da paciência e da fé, é acreditar. E as coisas passam mesmo a ser diferentes.

Simples assim, nada de exagero.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Olhar e não ver

É verdadeiramente estranho o que acontece com a gente: somos capazes passar uma vida inteira olhando as coisas ao nosso redor... Olhamos e não vemos na maioria das vezes. Não percebemos o brilho das cores, as formas, a energia que erradia...

Da mesma forma agimos com as pessoas. Olhamos, às vezes, todos os dias os mesmos rostos, os mesmo gestos e somos incapazes de ver o que esses rostos nos dizem todos os dias, somos incapazes de perceber a tristeza por trás dos sorrisos, os pedidos aflitos por trás das conversas...

Olhamos e não vemos... Ouvimos e não escutamos... Fazemos isso o tempo todo! E o mais estranho é que quando percebemos que não viamos o que havia nasce a sensação de "ser maior do que se é", sensação de alma crescida como diria Paulo Coelho.