terça-feira, 29 de março de 2011

A esperança no dia seguinte (ou a arte de cair de pé)

Como ser humano é difícil! Os animais, mesmo imperfeitos, não vivem nos dilemas que nós vivemos. Temos crises existenciais, supervalorizamos coisas que não têm tanto valor, lidamos com frustrações e problemas, um turbilhão de sentimentos. Às vezes tudo fica tão confuso que é difícil olhar para frente e enxergar claramente a solução.

Hoje entendo que, inevitavelmente e por escolhas nossas ou não, vamos passar por coisas difíceis. Aceito que as pessoas não são perfeitas, mas que graça teria a vida se existisse perfeição? Percebo que o melhor remédio pra qualquer depressão está dentro de nós mesmos, na determinação e motivação interior.

Assim, compartilho uma experiência que mudou a forma como vejo o mundo hoje: sempre existe outro dia e um novo dia é a possibilidade de tudo ser diferente. Essa eu aprendi num momento complicado com a pessoa que se tornou o divisor de águas na minha vida. A esperança no dia seguinte (ou a arte de cair de pé) é o exercício da paciência e da fé, é acreditar. E as coisas passam mesmo a ser diferentes.

Simples assim, nada de exagero.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Olhar e não ver

É verdadeiramente estranho o que acontece com a gente: somos capazes passar uma vida inteira olhando as coisas ao nosso redor... Olhamos e não vemos na maioria das vezes. Não percebemos o brilho das cores, as formas, a energia que erradia...

Da mesma forma agimos com as pessoas. Olhamos, às vezes, todos os dias os mesmos rostos, os mesmo gestos e somos incapazes de ver o que esses rostos nos dizem todos os dias, somos incapazes de perceber a tristeza por trás dos sorrisos, os pedidos aflitos por trás das conversas...

Olhamos e não vemos... Ouvimos e não escutamos... Fazemos isso o tempo todo! E o mais estranho é que quando percebemos que não viamos o que havia nasce a sensação de "ser maior do que se é", sensação de alma crescida como diria Paulo Coelho.