terça-feira, 26 de abril de 2011

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Relativamente...

Einstein na teoria da relatividade postula que as leis que governam as mudanças de estado em qualquer sistema físico tomam as mesmas formas em qualquer sistema inercial.

Dessa forma, me disseram que o tempo é relativo e nesses casos acabo por concordar. Acredito que quanto mais longo é o tempo que passamos separados mais rápido passa o tempo que estamos juntos.

Poderia, então, pedir que parassem o tempo? Que congelassem os relógios? Que encontrassem uma brecha no espaço-tempo onde pudéssemos mesmo estar ainda mais juntos?

Será que o tempo está passando mais rápido mesmo ou nós é que temos essa impressão? Na verdade eu não sei. Para mim a velocidade com que corre o tempo está diretamente ligada as nossas escolhas e estilos de vida. Creio que quanto mais vivemos numa vida agitada menos temos o tão almejado e procurado tempo...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Um dia gris

Um dia cinza com o sol brilhando lá fora. Algumas nuvens, mas o céu azul não me chama muito a atenção. Só hoje.

Da janela vejo um muro e do outro lado a cidade, que cidade? Que lugar? Quais pessoas? Hoje isso não me importa. O que é feito do outro lado desse muro não me interessa. Temporariamente?

Estranho é pensar que me interessou um dia, quando o céu chamou minha atenção.

Mas a vida é uma caixinha de bombons, a gente nunca sabe o que vem depois. (Grande Forest). Mas, O que vem depois dessa grande confusão, desse grande desconforto? Dessa sensação não amigável que insiste em não ir embora?

O que vem depois dessa tristeza generalizada que paralisa e impede de andar?

Sufocada em pensamentos, em sentimentos, sensações... Paralisada por não pensar.

Hoje, tudo meio gris, olho e não percebo cor. Mais um dia em branco e preto, mais um dia sem sentido, mais um dia.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A cidade que não pára!

Do que é feita essa cidade? Por onde suas ruas passarão? Vejo apenas o movimento da cidade que não pára!

Sob o céu um emaranhado de todas as formas. Geométricas, humanas, naturais, artificiais... Os traços que compõe a cena, os vestígios daqueles que vem e vão. Tem gente que mora nos lugares em que passa e outras que apenas passam nos lugares que habitam. Os habitantes das cidades se confundem... Misturam-se na paisagem.

Entardece na cidade e as luzes contrastando com o belo horizonte. A cidade que não dorme. Anoitece e as avenidas, ruas e vielas são tomadas pela cheia das marés. Os rios de carros, o mar de gente que transita sem cessar.

Por onde passam essas ruas por onde passa tanta gente? De que cor é essa cidade que não pára para se ver?


(Foto: Zona Leste de BH por Josemar Damasceno)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Paradoxo das preferências

Preferir é gostar mais de uma coisa do que das outras. Nesse conceito às vezes me perco. Nunca tive um livro preferido ou ator favorito. Pensei e descobri que das histórias que ouvi não consegui ter predileção por nenhuma. Com os filmes e as músicas, autores, desenhos é da mesma forma.

Há tanto o que se ver, tanto o que se ouvir e ler. Permito-me estar aberta a novas experiências.

Lógico que tenho algumas preferências e seria fingimento dizer o contrário. Eu prefiro companhia à solidão, amar que amargurar-me, seguir ao invés de parar, tentar e quebrar a cara a nunca me arriscar e me ferir.

Prefiro rock ao sertanejo (e nada contra os que discordam de mim), prefiro simplicidade e alguns lugares a outros, prefiro a liberdade de pensamentos e palavras à censura que viola o ser humano. Fascino-me com o horizonte e o vento, gosto até de sentir saudade se poder saciar o desejo do encontro.

Prefiro ser assim a ser diferente. Prefiro a graça da criança nas ideias e a maturidade dos adultos nos ideais.