
E esse tempo que me resta
De forma absurda passa sem padrão ou medida...
Vão-se embora todas as horas...
Vai-se o tempo de menino.
Vai-se embora a brincadeira
O tempo de ‘senhor’ chega
O grisalho, os sulcos na pele, a decadência...
Esse tempo que me resta
Hora passa lento, hora feito bala.
Espiral do tempo que não pára
Indo e voltando relembro e não revivo muito as coisas.
Nesse tempo que me resta,
E não sei bem quanto tempo é,
Penso muitas coisas e talvez a que me tire mais o sono
Seja mesmo o próprio tempo,
Esse presente impagável.
Devo aproveitá-lo bem, de muitas formas, torná-lo produtivo
Dedicá-lo aos que me são caros,
Devo fazer tanta coisa desse tempo limitado
Desse bem tão precioso
Desse espaço que chamo vida!
(Foto: Josemar Damasceno)


