quinta-feira, 26 de maio de 2011

Espiral do Tempo


E esse tempo que me resta

De forma absurda passa sem padrão ou medida...

Vão-se embora todas as horas...

Vai-se o tempo de menino.

Vai-se embora a brincadeira

O tempo de ‘senhor’ chega

O grisalho, os sulcos na pele, a decadência...

Esse tempo que me resta

Hora passa lento, hora feito bala.

Espiral do tempo que não pára

Indo e voltando relembro e não revivo muito as coisas.

Nesse tempo que me resta,

E não sei bem quanto tempo é,

Penso muitas coisas e talvez a que me tire mais o sono

Seja mesmo o próprio tempo,

Esse presente impagável.

Devo aproveitá-lo bem, de muitas formas, torná-lo produtivo

Dedicá-lo aos que me são caros,

Devo fazer tanta coisa desse tempo limitado

Desse bem tão precioso

Desse espaço que chamo vida!


(Foto: Josemar Damasceno)

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