quinta-feira, 23 de junho de 2011

O Essencial é Invisível aos Olhos

Relendo “O Pequeno Príncipe” (ta, podem dizer; “ora Simone, isso é livro de criança!”) me peguei pensando nessa máxima da raposa para o principezinho, revelando que o que importa é o que o coração diz. “O essencial é invisível aos olhos”. Observando uns fatos do cotidiano posso dizer, realmente!

Importamos-nos tanto com quantidade nessa vida que deixamos passar a qualidade dela. Quando era criança enxergava as cores de outra forma, as formas de outro jeito, via tudo com outros olhos. A gente perde esse hábito de ver o mundo pelos olhos delas.

A gente cresce, aprende coisas novas, encontra muita gente, faz um curso profissionalizante, vai pra faculdade, arruma ou não emprego... E a magia fica em algum ponto do caminho!

“As pessoas grandes adoram os números. Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam nunca: "Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que coleciona borboletas?" Mas perguntam: "Qual é sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai?" Somente então é que elas julgam conhecê-lo. Se dizemos às pessoas grandes: "Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado..." elas não conseguem, de modo nenhum, fazer uma idéia da casa. É preciso dizer-lhes: "Vi uma casa de seiscentos contos". Então elas exclamam: "Que beleza!"”. “As pessoas grandes são estranhas” (Antoine de Saint-Exupéry)

Às vezes me pego olhando as crianças e tentando perceber o que causa tanto espanto numa formiga ou porque elas simplesmente ‘enlouquecem’ com árvores frondosas. Qual a graça que elas vêem em rolar na grama ou brincar na terra? Perdi mesmo a magia pelo meio do caminho? Amadureci?

Volta e meia me coloco entre elas e faço-me viajar nas suas brincadeiras. Posso finalmente ver além de um chapéu, vejo “o elefante dentro da jibóia”, isso me faz sentir a magia por perto outra vez. Vejo o mundo de outra forma, muito mais colorida!

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