Levamos nossas vidas numa boa repetindo e transformando em rotineiras todas as coisas, adiando alguns desejos, desejando realizar alguns sonhos... E o que nos sobra disso tudo? Saudade.
Sem exageros, da vida que não vivemos, dos amigos que não vemos há tempos, de momentos, canções, sonetos, retratos, músicas... Do encontro com a moçada, dos colegas...
Levamos muita saudade nessa vida. Uma mala cheia dela que vai se arrastando junto com a gente, acumulando, pesando. Saudade que vai crescendo conforme as coisas todas vão acontecendo.
A ausência das coisas, das pessoas e tudo mais. A distância dos queridos, dos desejos. O silêncio que perdura. Saudade dói e mais que todas as outras dores desse mundo.
Sentir saudade é como ter o coração arrancado do peito. É um nó na garganta que não passa.

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