quinta-feira, 7 de abril de 2011

Paradoxo das preferências

Preferir é gostar mais de uma coisa do que das outras. Nesse conceito às vezes me perco. Nunca tive um livro preferido ou ator favorito. Pensei e descobri que das histórias que ouvi não consegui ter predileção por nenhuma. Com os filmes e as músicas, autores, desenhos é da mesma forma.

Há tanto o que se ver, tanto o que se ouvir e ler. Permito-me estar aberta a novas experiências.

Lógico que tenho algumas preferências e seria fingimento dizer o contrário. Eu prefiro companhia à solidão, amar que amargurar-me, seguir ao invés de parar, tentar e quebrar a cara a nunca me arriscar e me ferir.

Prefiro rock ao sertanejo (e nada contra os que discordam de mim), prefiro simplicidade e alguns lugares a outros, prefiro a liberdade de pensamentos e palavras à censura que viola o ser humano. Fascino-me com o horizonte e o vento, gosto até de sentir saudade se poder saciar o desejo do encontro.

Prefiro ser assim a ser diferente. Prefiro a graça da criança nas ideias e a maturidade dos adultos nos ideais.

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